Compare as vantagens, desvantagens e rendimentos de cada investimento (Parte 1)

CDB, Tesouro Direto, Tesouro Selic, Poupança, Previdência Privada? Afinal, onde devo investir?

Postado em: 23/01/2019

Está com dinheiro na mão, mas não sabe onde investir? São tantas as opções e a gente ouve falar tanto de riscos que acabamos optando pelo mais cômodo e seguro: a caderneta de poupança, não é mesmo?

Fique tranquilo, não é só você. A poupança acaba sendo o investimento preferido para 89% das pessoas que têm algum investimento, segundo levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Falta de conhecimento, dificuldade de entendimento, pouco conhecimento sobre riscos e o baixo grau de instrução em finanças pessoais são alguns dos motivos pelos quais os brasileiros não diversificam os investimentos.

Agora, nós, do Família Previdência, vamos mostrar a você que manter o dinheiro guardado na poupança é economia, mas outras opções são investimentos. Em outras palavras, enquanto seu dinheiro fica parado na poupança, ele é guardado, ao passo que se você o investe em outras opções, seu dinheiro rende.

São tantas informações sobre os principais investimentos do brasileiro que tivemos que separar este artigo em duas partes. Nesta primeira, vamos falar de Poupança e Previdência Privada. No próximo, abordaremos CDB, Tesouro Direto e Tesouro Selic.

 

O que é a Poupança?

A poupança, como já mencionamos, é o investimento favorito dos brasileiros. Ela é reconhecida como uma aplicação com baixo risco, alta liquidez e baixo retorno. Pode ser feita facilmente com um depósito em um banco ou corretora. Cada vez mais, porém, vem perdendo espaço entre os investidores, e os saques da poupança vêm superando os depósitos desde 2017.

Esse resultado é decorrente de dois fatores: a crise na economia brasileira, que obriga muitos poupadores a usar dinheiro guardado para pagar suas contas, e a baixa rentabilidade da caderneta, que perde para praticamente qualquer outra aplicação.

A rentabilidade da poupança é baixa e compete de frente com a inflação, sendo que, muitas vezes, perde para a inflação. Em 2015, por exemplo, investidores que aplicaram na poupança perderam 2,28% de seu poder de compra. Em 2016, o ganho real, descontada a inflação, foi de apenas 1,9% no ano.

O rendimento da poupança é calculado dependendo da Taxa Selic, que dita os juros básicos da economia. Quando a meta da Selic está em patamar superior a 8,5%, a valorização da caderneta é de 0,5% ao mês mais a variação da Taxa Referencial (TR), um percentual bem pequeno calculado a partir da média ponderada dos juros dos CDBs (Certificados de Depósito Bancário), sobre os quais veremos adiante.

Se você depositasse R$ 5.000,00 na poupança no primeiro dia útil de 2018, por exemplo, dia 2 de janeiro, e mantivesse o dinheiro por três meses aplicado, até dia 3 de abril de 2018, a valorização seria de apenas R$ 62,18, totalizando 1,24% de juros no período.

 

Vantagens e desvantagens da Poupança

As maiores vantagens citadas para a poupança são a facilidade do investimento, a rapidez do resgate, a isenção do Imposto de Renda e a segurança oferecida pelo Fundo Garantidor de Crédito, que banca até R$ 250 mil por investidor por instituição financeira.

Contudo, há muitas desvantagens associadas à poupança. A principal delas é o baixo rendimento, que briga de frente apenas com a inflação (nem sempre com vantagem, como dissemos). Outra delas é a forma de remuneração, a qual ocorre apenas uma vez por mês, no aniversário do depósito. Assim, se você simplesmente decidir resgatar o saldo de uma hora para a outra, pode perder todo o rendimento dos últimos dias.

 

O que é a Previdência Privada?

A previdência privada é a melhor alternativa de investimento para quem deseja planejar a aposentadoria com mais segurança e tranquilidade financeira, pois o valor acumulado pode ser usado como uma renda complementar à pensão paga pela previdência social.

Embora seja muito associada à aposentadoria, a Previdência Privada não é apenas para esse fim. Ela é, na verdade, um investimento seguro e rentável de médio e longo prazos. No Família Previdência, por exemplo, a rentabilidade acumulada desde o lançamento do plano (dezembro 2010) até dezembro de 2017 foi de 103%, mais que o dobro da inflação registrada no mesmo período pelo INPC, que foi de 47,11%, e bem superior à poupança, que foi de 63,57%.

 

Vantagens e desvantagens da Previdência Privada

Uma grande vantagem da previdência privada é pagar menos impostos, o que resulta em um maior valor final acumulado. Com o Família Previdência como seu plano de previdência privada, você tem um desconto de 12% no valor total sobre o qual será deduzido o Imposto de Renda. Por exemplo, digamos que você tenha recebido R$ 72 mil no ano de 2018. Fazendo as contas, 12% de 72 mil é igual a R$ 8.640,00. Logo, o imposto será calculado apenas sobre R$ 63.360,00. Mas isso só vale para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda.

A previdência privada é o investimento ideal também caso você tenha dificuldade em manter regularmente os investimentos na poupança e não queira contratar um consultor ou especialista para diversificar seus investimentos. Ao fechar seu contrato, você separa uma quantia fixa mensal e não precisa ficar se preocupando se já fez o depósito ou não, o que é importante para aqueles que não conseguem organizar os gastos.

Além disso, você pode alterar o valor da quantia fixa quando precisar ou até mesmo suspender o investimento por um prazo específico. A data do depósito também pode ser modificada a seu gosto.

Quando quiser resgatar o valor total, você terá uma série de opções. As mais comuns são o resgate integral e o parcelado. Nesta última, você pode separar um valor mensal a ser recebido, algo como um salário complementar.

O interessante dessa variedade é que você pode usar o dinheiro de acordo com a sua necessidade. Caso você queira apenas complementar a renda, pode escolher retirar pequenas parcelas mensais. Por outro lado, em momentos de urgência, pode ser melhor separar uma quantia maior ou então resgatar o valor integralmente.

Um dos maiores problemas da previdência privada é que retirar o dinheiro antes do prazo acordado pode representar uma perda para o investidor. Em prazos curtos, menos de 3 anos de aplicação, por exemplo, a retirada de recursos sequer é permitida. Portanto, jamais use a previdência privada caso você não tenha se planejado para retirar o dinheiro nesse momento.

As taxas de administração do valor na previdência privada podem ser muito altas, dependendo do plano e da instituição escolhida. Prefira entidades fechadas de previdência privada, os chamados fundos de pensão, os quais são instituições sem fins lucrativos que mantêm planos de previdência coletivos para empresas e entidades associativas, oferecidos a seus empregados e associados, respectivamente. Os fundos de pensão revertem toda rentabilidade ao plano de benefícios e praticam taxas de administração menores que as entidades abertas de previdência (bancos e seguradoras).

Vale a pena reforçar que a previdência privada não é uma opção de investimento a curto prazo. É uma faca de dois gumes: segurança e garantia de retorno a longo prazo; rentabilidade irrisória a curto prazo. Como você pode ver, a previdência privada pode ser uma boa alternativa, principalmente se bem planejada. É uma forma de garantir um futuro tranquilo e uma renda extra para ocasiões urgentes.

E se você optar pela Previdência Privada, nós, do Família Previdência, somos especialistas e estamos à sua disposição para auxiliar e esclarecer dúvidas.

 

Fique atento

Na próxima semana falaremos aqui sobre CDB, Tesouro Direto e Tesouro Selic. Não perca.


 


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